No campo, a eficiência de aplicação de defensivos agrícolas é um fator-chave para o controle de pragas e doenças, além de impactar diretamente nos custos e na sustentabilidade. Uma dúvida comum entre produtores e técnicos é: usar carga eletrostática realmente faz diferença?
Para responder a essa pergunta, a Schroder Consultoria, em parceria com empresas de aviação agrícola, realizou uma avaliação técnica detalhada do Sistema de Pulverização Eletrostático (SPE).
Como Foi Feito o Estudo
Os testes ocorreram em abril e maio de 2016 com aeronaves agrícolas equipadas com o sistema SPE.
O objetivo era comparar aplicações com e sem carga eletrostática, utilizando um coletor metalizado inovador, capaz de atrair gotas carregadas eletricamente, permitindo medir a diferença real na deposição.
As condições de voo incluíram velocidade de 110 MPH, altura de 3 metros e taxa de aplicação de 10 L/ha.
Resultados Obtidos
A análise dos cartões hidrossensíveis mostrou diferenças claras:
- Atração proporcional à carga: quanto maior a voltagem, maior a deposição.
- Aumento de até 181% na densidade de gotas em áreas de difícil alcance (parte traseira dos alvos).
- Deposição mais uniforme nas superfícies, inclusive contra o vento.
- Redução da deriva, já que gotas carregadas são menos suscetíveis ao arraste.
O Que Isso Significa no Campo
Os resultados demonstram que:
- A pulverização eletrostática melhora a cobertura, especialmente em áreas protegidas da planta;
- O controle fitossanitário se torna mais eficaz com menor volume de calda;
- O produtor pode economizar insumos e ganhar eficiência operacional.
O estudo da Schroder Consultoria confirma: a carga eletrostática não é apenas marketing, mas uma vantagem real. Ao aumentar a penetração e a uniformidade da aplicação, o SPE Aéreo se apresenta como uma tecnologia promissora para a agricultura de precisão, garantindo mais produtividade com menor impacto ambiental.