Na viticultura, a aplicação eficiente de defensivos é essencial para proteger as plantas de pragas e doenças como o míldio (Plasmopora viticola). Porém, o manejo convencional pode exigir grandes volumes de calda e gerar perdas por deriva e escorrimento.
Buscando soluções mais eficientes e sustentáveis, a Embrapa Uva e Vinho avaliou o Sistema de Pulverização Eletrostático (SPE) em vinhedos de Niágara Rosada, conduzidos no sistema Latada.
Objetivo do Estudo
Comparar a pulverização eletrostática com a pulverização convencional, analisando:
- Eficiência no controle do míldio;
- Dose por hectare x dose por 100 L de calda;
- Concentração do produto químico nas folhas;
- Número e tamanho de gotas;
- Área de cobertura;
- Volume total aplicado.
Como Foi Conduzido
O experimento utilizou delineamento em blocos casualizados, com oito repetições e três plantas por parcela.
Foram testados seis tratamentos, incluindo versões convencional e eletrostática, com diferentes doses e volumes:
- Convencional: 500 L/ha;
- Eletrostático: 150 L/ha, variando a dose do produto de 1x até 8x a dose padrão.
Principais Resultados
- Maior eficiência de deposição nas folhas com o sistema eletrostático, mesmo usando até 70% menos volume de calda;
- Cobertura mais uniforme em diferentes partes da planta;
- Controle do míldio equivalente ou superior ao sistema convencional, mesmo com menor volume de aplicação;
- Redução significativa do consumo de água e insumos.
Vantagens para o Viticultor
A validação mostrou que o SPE:
- Economiza insumos e água;
- Aumenta a eficácia das aplicações;
- Diminui o impacto ambiental pela redução da deriva;
- Mantém a sanidade do vinhedo mesmo com menor volume de calda.
O estudo da Embrapa comprova que a pulverização eletrostática é uma alternativa viável e sustentável para a viticultura.
Com maior eficiência de deposição e uso racional dos recursos, a tecnologia ajuda o produtor a manter a produtividade e a qualidade da uva, ao mesmo tempo em que reduz custos e preserva o meio ambiente.